sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

UM FILME SEM PALAVRAS

UM FILME SEM PALAVRAS
Tudo está dito: As palavras de repente acabaram.
As imagens, os movimentos, apontam
                                                   [para a uma retirada.
Mas é o que vivi aqui!
- Vou-me embora!
Para o fim do mundo onde o horizonte é largo.
Onde o horizonte é um balcão de gelo.
Como tu ficaste ao nos despedirmos...
Não por causa de ninguém nem de nada.

Só que estou mudo, calado. Nada mais digo...
Por meu próprio código e por minha defesa,
Que para mim projeta, para sempre, um filme
       [tosco onde não há mocinhos nem bandidos.
Onde ninguém precisa ter que fugir.

Um comentário: